Ir para o conteúdo
IAMV Consulting

Baseline de Bilhetagem Digital: Reverse Engineering de Produto Sem Acesso ao Legado

Consultoria de Produto

16 laudos técnicos que transformaram canais digitais sem documentação em baseline rastreável de produto.

Laudos técnicos entregues
16
Frentes avaliadas
9
Cenários de aceite em Gherkin
64

Resumo executivo

O problema
Uma operadora pública de transporte não tinha baseline confiável de como os próprios canais digitais de bilhetagem funcionavam, e o risco mais sensível do legado tem nome: pago sem creditar.
O que foi feito
Avaliação técnica independente de 9 frentes em 8 semanas por reverse engineering UI-first, sem acesso ao código, aos bancos ou aos ambientes legados: cada achado declara premissa, evidência e nível de confiança.
O resultado
16 laudos técnicos com 64 cenários de aceite em Gherkin, 4 contratos OpenAPI, 12 ADRs e 12 itens de backlog PBB, todos rastreáveis da premissa à decisão de arquitetura.
Onde se aplica
Operações com front-end moderno sobre back-end legado sem documentação, onde a próxima geração do produto precisa começar de um baseline e não de uma suposição.

Quer discutir um desafio parecido?

Agende um diagnóstico gratuito para avaliar o contexto, as restrições e o próximo passo.

Ficha técnica

Setor
Transporte público
Atuação
Operadora pública de transporte
Modelo
Product Owner · Por projeto
Stack
Reverse Engineering de ProdutoGherkinOpenAPIPBB (Problema–Benefício–Behavior)RICEADRsOIDC/OAuth2WCAG AA

Escopo da entrega

7 jornadas digitais
Cadastro identificadoLogin/SSOCompra web de créditosRecarga via appSegunda viaBloqueio/estornoGratuidade idosos
2 diagnósticos de área
Atendimento e comercializaçãoTecnologia de bilhetagem
As 9 frentes avaliadas: a cobertura fechou em 7 jornadas digitais de usuário e 2 diagnósticos de área, materializados em 16 laudos técnicos.

O desafio

Uma operadora pública de transporte de uma grande metrópole brasileira opera canais digitais de bilhetagem (cadastro, login, compra de créditos, recarga, segunda via, bloqueio de cartão, gratuidades) usados diariamente pelos passageiros da rede. Por trás desses canais, um front-end moderno convive com um back-end legado de mais de uma geração: páginas server-side, sessão opaca, sem APIs versionadas, sem idempotência e com mensagens de erro genéricas.

O risco mais sensível dessa arquitetura tem nome: pago sem creditar. Timeouts entre gateway de pagamento, checkout e núcleo transacional, sem retry nem conciliação explícita, abrem espaço para cobrança sem crédito, pedidos duplicados e conciliação manual em planilha. Somam-se duplicidade cadastral entre sistemas, autenticação frágil (sessão presa a cookie de servidor, sem MFA padronizado nem revogação de tokens) e experiência inconsistente entre canais, sem catálogo único de mensagens de erro nem padrão de acessibilidade.

O agravante: não existia baseline confiável de como o produto realmente funcionava. E a avaliação precisava acontecer sem acesso direto aos ambientes legados, ao código-fonte ou aos bancos de dados. Qualquer afirmação teria que ser sustentada por evidência observável de fora.

A solução

Conduzi uma avaliação técnica independente dos canais digitais de bilhetagem, na perspectiva de Product Owner, ao longo de 8 semanas. O método central foi reverse engineering de produto UI-first: naveguei os fluxos reais como usuário, capturei evidências (telas, rotas, tráfego de rede) e inferi contratos, regras de negócio e estados de domínio a partir do comportamento observado. Cada laudo declara sua premissa inferencial e atribui nível de confiança (alto, médio ou baixo) a cada achado.

A cobertura fechou em 9 frentes: 7 jornadas digitais de usuário (cadastro de passageiro identificado, login/SSO, compra web de créditos, recarga via app, segunda via, bloqueio/estorno e gratuidade para idosos) mais 2 diagnósticos de área, um sobre atendimento e comercialização, outro sobre a tecnologia central de bilhetagem. O resultado se materializou em 16 laudos técnicos, todos com a mesma estrutura de 5 seções: contexto, metodologia, evidências, diagnóstico e recomendações priorizadas.

Como funciona

Cada jornada começou por uma matriz de cenários em 5 categorias (caminho feliz, erro comum, exceção, offline/retry e timeout/autenticação); nos fluxos centrais, 64 cenários ganharam ID único e rastreável. Os cenários viraram critérios de aceite em Gherkin, com requisitos não funcionais anexados: latência P95 por operação, disponibilidade e acessibilidade WCAG AA como padrão de canal.

Para destravar a convivência entre o front novo e o legado, prototipei contratos OpenAPI v0.1 para 4 domínios (autenticação sobre OIDC/OAuth2, cadastro, compra e recarga), acompanhados de um delta novo↔legado com as diferenças qualificadas por impacto. Cada fluxo ganhou 3 mini-ADRs (limites, fallback e tratamento de erros), totalizando 12 ADRs como guardrails de decisão para o time que construir a próxima geração.

A espinha dorsal do método foi a rastreabilidade de ponta a ponta: premissa → evidência → cenário → endpoint → ADR. Nenhuma recomendação ficou solta; todas apontam para a evidência que as sustenta. Nos diagnósticos de área, 20 requisitos formais foram priorizados com RICE, e as hipóteses de evolução receberam metas quantificadas, propostas como alvo a validar e não como resultado: retries com backoff, push de status em menos de 30 segundos, conciliação com mínimo de intervenção manual.

O fechamento converteu diagnóstico em plano: 12 itens de backlog em formato PBB (Problema–Benefício–Behavior), cada um com cenários, NFRs, ADRs, dependências e DoR/DoD explícitos. Um time novo consegue pegar qualquer item e saber exatamente qual evidência o originou e qual decisão de arquitetura o restringe.

Fluxo da solução

  1. 1Premissa

    Inferência declarada, com nível de confiança

  2. 2Evidência

    Telas, rotas e tráfego de rede

  3. 3Cenário Gherkin

    ID único e rastreável

  4. 4Contrato OpenAPI

    4 domínios, com delta novo↔legado

  5. 5ADR

    Limites, fallback e tratamento de erros

  6. 6Backlog PBB

    Problema–Benefício–Behavior, com DoR/DoD

Rastreabilidade ponta a ponta, a espinha dorsal do método: cada recomendação percorre a cadeia da premissa ao backlog, sempre apontando para a evidência que a sustenta.

Resultados

  • 16 laudos técnicos entregues em 8 semanas, com estrutura padronizada e governança documental versionada
  • 9 frentes cobertas: 7 jornadas digitais de usuário + 2 diagnósticos de área
  • 64 cenários de aceite em Gherkin, com IDs rastreáveis por fluxo
  • 4 contratos OpenAPI v0.1, 12 ADRs e 12 itens de backlog PBB priorizados, além de 20 requisitos avaliados com RICE

O aprendizado central: dá para construir baseline de produto confiável sem uma linha de acesso ao código legado, desde que cada afirmação declare sua premissa, carregue evidência e assuma um nível de confiança. Rastreabilidade não é burocracia; é o que transforma opinião técnica em documento que sustenta decisão.

Resultados

16
Laudos técnicos entregues
9
Frentes avaliadas
64
Cenários de aceite em Gherkin
8 semanas
Ciclo de avaliação